Ja tive cameras diferentes , ja tive cabelos diferentes, e etapas na ginasticas diferentes. Todos acham que tenho "dinheiro" simplesmente por ter uma câmera melhor, mais não, minha mãe é fotografa e precisa desse tipo de equipamento para o trablaho dela, pra me sustentar. Cabelos diferentes? Vai me dizer que você não tem personalidade, eu tenho certeza que há algo em você que ninguém mais tem. Etapas de ginastica? é o mesmo que eu dizer, etapas da vida. Tudo se reflete apartir do que você faz, do teu esforço, da sua força de vontade. Como também ja tive dores diferentes, sorrisos diferentes, sentimentos diferente, afinal, quem nunca teve? Todos nos sentimos diferente, aliás, porque somos diferentes. Então se aceite do jeito que você é , é esse seu jeito que pode mudar tudo , é esse seu jeito que te define e te torna único e especial (Mostre quem é você de verdade) "Digo obrigado ao meu senhor por ser quem sou" - Carol V.
Ele era meu melhor amigo, crescemos juntos, convivemos no mesmo condomínio. Ele vivia na minha casa e vice-versa, sempre o vi como mais que um amigo mas nunca disse isso à ele e nem à ninguém, guardava comigo todos os carinhos, as brigas, as fotos, os sentimentos e as lembranças de quando eramos pequenos. Me lembro bem de uma noite que já era tarde e eu acordei com meu celular tocando, não deu tempo de atender mas eu sabia que era ele por que o toque era único, era pra mim saber quando eu deveria sair correndo e atender, na mesma hora eu retornei e ele me atendeu com uma voz de sono mas quem dera aquela voz fosse de sono mesmo, era voz de embriagado, dava pra sentir o cheiro de bebida mesmo do outro lado do telefone, ele disse que precisava de mim e que estava sentado na frente da calçada de casa, sem pensar duas vezes eu desci as escadas correndo e sai de casa, lá estava ele deitado na calçada, me sentei ao seu lado e ele deitou a cabeça em minhas coxas, fiquei acariciando seus cabelos enquanto ele me contava o motivo de tudo aquilo, passei a noite toda escutando ele falar de outra, o dia amanheceu e então o ajudei entrar em sua casa, corri para minha e chorei, chorei tudo o que me segurei na sua frente, os anos passaram e continuávamos amigos, ele dizia a mãe dele que iria dormir na minha casa e ia pras noitadas, eu passava a noite toda preocupada e chorando, pensando como seria se ele soubesse desse amor todo, como seria se ele me amasse da mesma forma e quando ele voltava eu fingia que estava dormindo, ele me abraçava por trás, beijava minha cabeça e dormia de conchinha comigo, como se nada tivesse acontecido, o meu coração se acalmava e eu o perdoava por todas as mentiras, afinal ele era meu melhor amigo, sempre foi. Os anos foram passando e esse amor só aumentando, eu já não conseguia vê-lo sem poder toca-los, isso me doía tanto mas eu engolia o choro e fingia que tudo estava bem, o tempo passou tão rápido que estamos aqui, ele foi pra melhor universidade e eu continuei na mesma cidade, fazendo meus cursos, me formei e pensei que havia esquecido-o mas me enganei, eu não esqueci e nem iria esquecer tão facilmente. Ele voltou, me abraçaste com tanta força que eu cheguei a pensar que aquele abraço era um abraço de quem percebeu que existia um sentimento entre nós, um sentimento que ia além de melhores amigos, mas eu estava totalmente enganada, ele me olhou e abriu um sorriso, disse que iria se casar, disse que encontrou a mulher da vida dele, aquilo me matou por dentro, tive vontade de cair ali mesmo e ficar quieta, chorando por horas e horas mas não tive coragem e nem tinha o por que, ele nunca iria entender o por que do choro e então mais uma vez eu suspirei e sorri, disse que estava feliz por ele e que estaria ali na primeira fileira na hora do casamento. Os dias foram passando e resolvi escrever essa carta, pedindo a você que cuide de dele, pedindo que o ame com todo o seu amor, com todo o seu coração. Quando ele chegar em casa embriagado e com cheiro forte de bebida, não queria mata-lo e nem tente, apenas continue amando-o e cuide dele, pois ele precisa de cuidados e carinhos. Quando ele te dizer coisas horríveis e te mandar sumir, não suma, não vá embora apenes chegue perto e abrace, abrace ele e faça o amor renascer novamente. Ele é muito mimado, gosta de cafunés e de colo, então quando puder fazer esses mimos vai e faça, por que ele vai te amar cada dia mais, você é perfeita pra ele e espero que ele seja perfeito pra você, ame ele mais do que eu pude amar, cuide dele como eu nunca pude cuidar , faça promessas fáceis, o beije de um jeito que tire sorrisos, converse sobre o futuro de vocês, sobre quantos filhos vocês vão ter, faça brigadeiro e lambuze a cara dele, aos domingos e quarta-feiras ele gosta de assistir futebol, faça um balde de pipoca e compre cervejas, sente ao lado dele e assista o jogo, xinga o juiz mesmo não entendendo nada, o sabor de pizza dele preferido é calabresa e quando for comprar sempre peça com borda de catupiri, nos sábados à noite alugue alguns filmes e sente-se na sala para assisti-los, ele gosta de filmes de ação e comédia, nunca alugue um de romance pois ele não vai querer assistir por que vai chorar, ele parece todo grosso mas por dentro é totalmente outro, eu o conheço melhor que todos e sei disso. Pergunte a ele como foi o dia, o que ele fez e diga sempre que sentiu saudades,sinta ciumes mas um ciumes moderado pois ele não suporta mulher ciumenta e grudenta, ele gosta de respirar, de viver a vida e faça as vontades dele e isso vai fazer com que ele te faça a mulher mais feliz do mundo, cuida muito bem desse homem, desse eterno garotinho, o menino que cresceu comigo e que despertou um amor dentro de mim que jamais poderá ser explicado. Estou abrindo mão da minha felicidade pra vê-los felizes, só espero que abrir mão dele não seja em vão, vou dizer bem a verdade, eu queria que após ler essa carta, você a quase esposa dele, mostrasse a ele e ele falasse que sempre me amou e que ele rodasse o mundo só pra me ver, me dar o beijo que esperei todos esses anos, olhar em meus olhos e dizer que me ama, mas isso não vai acontecer e então a carta acaba por aqui, cuide dele é a unica coisa que eu te peço, ame-o com todas as forças e nunca deixe escapa-lo por seus dedos, ele merece ser feliz mesmo que a felicidade não seja ao meu lado, eu ficarei feliz ao ver um sorriso verdadeiro em seu rosto. E que esse amor nasça e renasça todos os dias de suas vidas.”
Coloquei essa carta no correio, prometi que iria no casamento mas eu jamais iria conseguir por que o meu sonho era estar ali, no lugar dela. Entrei no ônibus, era uma noite chuvosa e fui embora, fui pra nunca mais voltar e como eu disse, ele não veio atrás, não teve respostas daquela carta, eu sabia que ele não sentia o mesmo e se sentisse eu estaria longe pra saber, eu apaguei minhas redes sociais, apaguei o numero do seu celular, apaguei todas as mensagens de textos e rasguei as cartas que trocávamos quando eramos crianças, eu apaguei tudo, exclui ele totalmente da minha vida. Tudo bem, eu esqueci de tira-lo do meu coração e do meu pensamento, mas isso eu resolvo com o tempo. - amanda marzura (fake-l0ve)
Seria naquela noite. Eu já sabia. Estava começando a ficar escuro, aos poucos, mas foi ficando. Meus pais de costume acharam que eu ia dormir. Mas eu não ia. Ao entra no meu quarto fechei a porta vagarosamente para não acordar ninguém. Arrumei a cama como nunca tinha arrumado de tão bem que arrumei, sabia que seria a última vez que ia arruma-la. Logo depois folhei umas páginas de fotos que tinha guardado, enquanto caia lágrimas sobre as páginas com as fotos, uma por uma de vagar. Entrei no computador, fui em todas as redes sociais e avisei “boa noite à todos” olhei para as fotos dele pela última vez, vi ele com ela pela última vez, a partir dali sabia que ia fazer o certo. Fui até meu guarda roupa, peguei um banco subi nele e peguei uma caixa velha empoeirada que tinha em cima dele, quando abri vi as suas fotos junto comigo, suas cartas, nossa aliança de 6 meses de namoro, sabia que ia ver pela última vez, então me desmanchei em lágrimas. Desliguei o abajur. Liguei o aquecedor pois, estava muito frio. Era noite de inverno. Assopros de ventos batiam em minha janela e faziam a noite ficar cada vez mais fria. Abri a porta da sacada e lá fui com minha almofada azul, e lá sentei e fiquei observando o céu, por mais que estava frio de mais, eu fiquei pois, sabia que essa noite tinha tudo pra ficar mais fria. Pensei em tudo que vivi até agora, tudo que passei. Até que levantei. Do nada quando percebi estava com um pé em cima do primeiro degrau do parapeito da sacada. Desci rapidamente com medo. Nem eu mesma ao certo sabia o que eu estava fazendo e o que estava acontecendo, mas algo dentro de mim gritava bem alto dizendo para mim entrar rapidamente e esquecer essa bobeira. Mas eu fui teimosa, não entrei. Respirei fundo. Outra lágrima escorreu sobre meu rosto, só que ela se destruiu quando chegou aos meus lábios. Até que botei uns dos meus pés no primeiro degrau do parapeito novamente, me segurando no parapeito eu vi que tudo havia mudado. Tudo parecia bem mais alto. Meu coração estava bem acelerado. Eu apenas estava na sacada do sobrado de minha casa, até que não era tão alto assim. Era? Bom, para mim tudo havia bem mais alto. Tudo para satisfazer meu desejo. Respirei fundo novamente. Subi no segundo degrau. Logo desci não ia conseguir. Entrei novamente em meu quarto e lá pensei novamente. Olhando fixamente para a sacada, eu fui até uma gaveta falsa que ninguém sabia que havia em meu quarto. Peguei uma lâmina, pequena, mas o bastante para causar grandes estragos. Fiz dois cortes em meu pulso na forma de um “X” , lágrimas não paravam de escorregar e assim molhar minha roupa. Logo fiz mais cortes em meu pulso, tudo em cima do “X”, fui cortando, sangues e mais sangues, foram caindo, foram pintando minha concha da cama branca, minha concha estava começando a ficar vermelha, assim como o chão de madeira, pingo por pingo foi caindo e aumentando o chão, estava começando a ficar uma mancha vermelha grande. Dei mais uns cortes. E assim foi caindo. Deixei a lâmina cair. Assim cai para trás na cama. E lá fiquei olhando para o teto. meu pulso, minha cama e meu chão, estavam todos pintados de vermelho, manchas. Coloquei uma das mãos sobre meu pescoço, logo depois outra mão, comecei a apertar meu pescoço. Logo tudo começou a ficar quente, logo naquela noite de inverno, muito fria. Até que apertei bem mais forte. Foi quando tudo começou a ficar cada vez mais quente, acho que meu rosto e pescoço estava começando a ficar à mais de 40 graus. Depois de segundos estava começando a ficar em chamas, comecei a ficar com muito calor. Continuei apertando, cada vez mais forte. Já estava ficando sem força e cada vez menos consciente. A sensação de queimação diminuiu e passou para uma dor acompanhada de nostalgia. Eu senti a dor subir pelo meu pescoço, passando pela minha garganta, chegando até meu nariz. Derrepentemente eu cai para trás na cama novamente e tudo ficou claro, frio. Soltei minhas mãos. Caídas sobre a cama. E então dormi. Para sempre. (re-aceita)
"- Amarra pra mim?
- Nós?
- Pode ser laços mesmo.
- Laços se desfazem, nós permanecem.
- Do que é que você está falando? (E eu quis berrar: “Tô falando de mim e de você idiota!”)
- Tô falando dos cadarços."